sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Prometo.

Minha querida:


Olho-te, vejo a tua beleza crescer todos os dias, mais bela, mais invulgar sequer que o ar quente que anseio neste Inverno.
Estás diante da lareira, de olhos postos no vazio, e reparo daqui, com o fogo cintilando no seu feixe, no quão belos são; no quão bem a sua cor escura contrasta com a tua pele clara e macia.
Revejo mentalmente, e com o coração aceso em brasas, os dias, todos os minutos que temos juntos, vindo a partilhar. És bela. E todos esses minutos, foram belos, nossos, histórias que guardámos num pequeno baú, como um tesouro valioso. E é exactamente isso, o nosso tesouro, neutro e brilhante. Cravei nele, todos os diamantes e rubis do nosso amor, que será sempre eterno, unânime na sua intensidade.
Espero, de verdade, poder usufruir dele para o resto da minha vida, e para depois dela. És única, juro que te daria o mundo se o tivesse, mas sabes que tudo aquilo que tenho, te dou, que é tudo teu, que eu mesmo sou teu.
Sinto um impulso. Quero ir sentar-me junto de ti, pousar o meu corpo junto ao teu, diante da lareira quente, abraçar-te, tomar-te nos meus braços, e ficar em silêncio, ouvindo as ligeiras gotas de chuva cair no vidro das janelas e sentir os teus lábios quentes nos meus.
Sinto um impulso de te ir sussurrar ao ouvido que te amo, que daria tudo por ti, que apenas tu tens o dom de me fazer acreditar que ser feliz é mais simples que se julga, que até mesmo eu pude alcançar esse estado de espirito digno de recordar.
Tornaste-me assim. Livre, espontâneo, realizado e completo. És tu. Tu tens essa magia que quase me deixa impotente, que por vezes, não me deixa mover o coração e fechar as pálpebras, tentando adormecer sem a tua face tão bela se colar aos meus sonhos. E eu gosto, apaixonei-me por sonhar com a tua beleza invulgar, fico feliz, mais completo ainda e são sempre noites mágicas.
Como te quero, como te desejo, como te amo, como te quero poder fazer feliz, ninguém mais pode, ninguém mais quer.
Tomo-te por minha, sou teu, prometo-te amor até ao fim.


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