terça-feira, 4 de janeiro de 2011

hp

Tenho de te escrever, de sentir que de algum modo continuas comigo. Sinto a tua falta; de ti, de tudo o que eras e sei que ainda és. Não mudaste, sinto-o, acredita.
Mas, onde estás? Tenho medo, pela primeira vez que, depois de me teres deixado, não voltes.
Eras uma metade tão poderosa de mim, tinhas um dom único e incrivel de me fazer acreditar, de me conseguir sempre fazer sorrir, mesmo quando chorava por nada.
Porque foste? porque não queres voltar?
Mas volta; volta para mim, tenho saudades tuas. Tenho saudades da tua voz, das tuas palavras incriveis sempre usadas de modo único; tenho saudades tuas, do teu sorriso, de tudo o que sentias por mim, e é tarde mas, hoje entendo que um dia também te amei, mas que não consegui dar-te o que desejava. Não te queria magoar, mesmo desejando poder estar todos os dias a teu lado.
Desculpa, desculpa ter sentido tudo e nunca to ter dito, desculpa a voz que não soou da minha garganta, e desculpa o meu passado que me fez deixar de acreditar no quanto poderia ter sido feliz a teu lado.
Quando quiseres voltar, estarei aqui, pronta para te receber mais uma vez. Errei, muito até. Magoei-te quando isso era tudo o que não queria; quando o evitei durante meses, mas no fim, ironicamente, foste o mais magoado de tudo, e eu, magoei-me também, mesmo tu não sabendo, mesmo tu não acreditando que houve um tempo em que desejei ter-te admitido tudo o que sentia.
Mas estavas longe e silenciei o meu coração. Não estavas aqui, comigo, não estavas. E eu receava que não voltasses, e, quando voltaste, perdi-me. Não soube o que fazer, como lidar com os meus sentimentos, com a tua imagem que adormecia comigo todas as noites.
Quando voltaste, eu fui; não sei para onde, mas fui, e fiquei á deriva de nada, de exactamente nada.
Eu amei-te, amei-te muito até; nunca tive a coragem de arriscar e to dizer; de dizer-te também que quando fechava os olhos a tua imagem ficava comigo, e que quando os abria eras tu quem me dava os 'bons dias'.
Desculpa, desculpa-me por tudo, desculpa todas as vezes que a minha voz o conseguir dizer!
Sei que te afastaste, que foste embora, que muito provavelmente, depois de te ter magoado, poderás não voltar. Nem sequer sei se ainda 'me lês', mas caso vejas este texto, entende que tudo o que te digo é sincero, e que nunca quis que nada tomasse este rumo.
Obrigado por tudo, por memórias incriveis, por um passado tão bonito.
Obrigado por teres feito tanto por mim e nunca teres vacilado.
E caso já não acredites em mim, acredita que eu sempre irei acreditar em ti.

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