sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

volta.

Querido diário:

Hoje peguei nestas folhas apenas com o propósito de questionar se o mar pode separar dois corações que sempre estiveram interligados pela alma, e pelo amor. Vim questionar se a distância pode apagar as memórias e a vontade de querer estar cada vez mais perto, apesar de me sentir sempre mais longe.
E, preciso de uma resposta, por isso é que recorri a estas folhas, por isso é que controlo as lágrimas, por isso é que tento acreditar que vais voltar.
Escrevo isto enquanto tu flutuas no céu, num avião, rumo ao outro lado do mundo sem saber quando, ou mesmo se regressarás. E eu fico aqui, imóvel.
Estou debruçada na varanda do quarto, sinto o frio congelar as lágrimas na minha cara e a noite passar lentamente. Enquanto isso, olho para a Lua.
Sabes quantas estrelas há no céu? Quantos milhares brilham e fazem qualquer coisa parecer irreal? Muitas. Mas sabes quantas Luas há? Uma. Uma que mesmo sozinha, consegue brilhar mais que todas as estrelas, que se sobrepõe. Por isso, e tentando arranjar uma forma de diminuir a saudade, dou o teu nome á Lua, e prometo que de cada vez que olhar para ela, me irei lembrar de ti, e que significará menos um dia que terei de esperar que voltes, porque vais voltar.
E agora já é muito tarde, e sinto o coração mais quente. Muito provavelmente foi por ainda não ter parado de bater por ti.

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