sábado, 5 de fevereiro de 2011

Everything

(...) Nessa Primavera, não olhava muito atentamente para as flores que brotavam belas das árvores. Não estava interessada no verde fresco e suave, ou no céu limpo e o calor ameno; olhava apenas para ele, resumindo o meu olhar lacinante ao seu toque macio, enquanto caminhava  calmamente ao longo do parque. Tudo o que o rodeava, o fazia parecer ainda mais brilhante do que realmente já era. Era ele, bem sei que era. Nunca iria negar, eu não o podia fazer, e talvez seja o sentimento que se tem vindo a construir dentro do peito, que me negue a possibilidade de nunca mais o olhar. Sei que desse modo, o meu coração adormeceria todos os dias numa saudade impetuosa, sei que os meus olhos derramariam todas as memórias com que fiquei dele, e não o nego, simplesmento porque sei amá-lo do melhor modo que sempre quis. E a Primavera, bem, hoje parece ainda mais quente e doce.

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