Antes de tudo, julgo ainda não ter tido tempo para agradecer ás pessoas que me seguem, e principalmente aquelas que comentam os meus textos todos os dias, e me têm dado uma enorme estabilidade e confiança a nivel da escrita. Obrigada pelos elogios e pelas formas únicas com que me fazem querer continuar :)
Agora, deixo aqui as 3 primeiras páginas de um livro que comecei a escrever, e que gostaria de saber a vossa opinião. Vou-me meter nesta aventura de me dedicar a um livro, não deixando claro, de escrever no blog, manter-vos actualizados e comentar os vossos textos! Obrigada <3
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Os grãos de areia fazem pequenos tornados, quase invisíveis, juntamente com a brisa quente de Verão. O mar está calmo, e há nuvens brancas no céu. Estou sentada junto da beira-mar, e fito o horizonte com olhos de quem, na verdade, não vê. O porquê de estar ali, sentindo talvez um vazio quase inédito, era um mito; nem eu o sabia, e questionava-me se gostaria algum dia de o saber.
Semicerrei os olhos por momentos. O mar não estava, como nos outros dias, agitado. Vi-o calmo e tranquilo, exactamente como gostaria de me sentir, e é estranho, aliás, bastante estranho, começar este diário, ou espécie de diário, não sei bem, de uma forma tão negativa, mas a verdade é que se tem de ser a sinceridade a predominar nestas folhas, digo que neste momento, o meu estado de espírito deve estar mais em baixo que o de um elefante a fazer piscinas no pólo Norte. Estou cansada, não sei porquê; sinto-me vazia, não sei porquê, e estes ‘não sei’, juntos, dão me o maior senso de ignorância alguma vez visto.
E este diário de que falo, são folhas desbotadas pelo tempo, pelos anos que correram e que esteve guardado na escrivaninha, junto de lembretes, cartões de aniversário e papéis de rebuçados. Mas, surpreendentemente, são estas as folhas que servirão para um dia mais tarde, eu entender que todo este vazio, não passou da maior felicidade que tive e que, muito provavelmente, era eu quem não conseguia ver o lado positivo do negativo. Assim o espero, com toda a determinação que possam imaginar.
Lembro-me de que tinha dez anos, entrei com o avô numa papelaria junto de casa, e estava excitadíssima por ir adquirir um diário. Penso que todas as minhas amigas tinham um, e sendo uma criança tão frágil e inocente como todas as outras, segui-me por uma linha de raciocínio que não era a minha. De facto, e há quinze anos atrás, eu era uma Maria rapaz, alguém que usava roupas largas e que não suportava mini saias e collants. No entanto, ver todas escrever num diário, (que não era um diário, pois pareciam ter gosto em o mostrar a toda a gente), levou-me a tentar querer ser como elas, mesmo que isso não fosse exactamente o meu estilo. Eu gostava de futebol, de skates, e de puxar os cabelos a meninas e partir os braços às suas bonecas. Dava-me com a equipa de futebol da escola, constituída somente por rapazes, e por mim, que no entanto me gostava de considerar um rapaz, e era assim que era.
Agora, parece que me sinto de novo naquela papelaria. Cheirava a novo, tinha sido inaugurada há cerca de meio ano. 1
Estava exactamente como me lembro de mim. T-shirt larga, calções e uns ténis, com os cabelos escuros mal penteados, e os olhos verdes brilhando. Larguei a mão do avô e percorri a prateleira dos cadernos, e entretanto, lá encontrei o dito diário. Peguei-lhe, e não me disse nada, mas eu queria; queria ser como todas as outras eram. O avô pagou-o, e quando cheguei a casa, tentei começar, mas eu não conseguia.
«Olá diário, eu sou a Molly…»; «Então, estás bom diário?»
E cada uma dessas introduções, não fazia sentido absolutamente nenhum, por isso, desenhei uma bola de futebol na primeira página, e guardei-o na gaveta da secretária, para apenas me voltar a lembrar dele quinze anos depois.
Na semana passada, voltei á casa do avô e dirigi-me ao escritório. Abri a gaveta, e vi que estava lá, ainda intacto. Peguei nele, mas desta vez, foi diferente. Não havia uma excitação por ter um diário, mas havia uma necessidade enorme de escrever e tentar entender o que se passava comigo. E por isso, hoje aqui estou eu. Ainda mal acredito que, realmente, consegui começar a escrevê-lo, que após todo este tempo, são folhas amarelecidas pelo tempo que me restam. Mas é assim, e aproveitá-las-ei. Agora, apetece-me mergulhar, e por isso, voltarei a escrever mais tarde.


Que lindo meu amor !
ResponderEliminarContinuaa !
Claro que sim princesa !*
ResponderEliminarlindo, lindo *.*
ResponderEliminaradorei a ideia de fazeres um livro, por isso continua ;)
obrigada gabriela, espero bem que tudo se resolva. e tens razão, o amor acabará por vir ao de cima.
ResponderEliminar- já li. gostei bastante e sabes? continua! tens muito jeito para a escrita, portanto, dedica-te ao livro. irei continuar a seguir (estou a ficar curiosa com isto).
escreves lindamente por isso irei incentivar-te sempre <3
ResponderEliminarsim, sim bastante *.*
ResponderEliminarestou ansiosa pelo resto ;)
Ohw querida és tu *.*
ResponderEliminar(eu tbm começei a escrever um e já tenho 53 páginas mas com estas coisas do amor parei, e tenho vergonha de o publicar $: )
Já li minha querida, está LINDOOOO, continua pff *.*
oh, espero bem que sim (:
ResponderEliminarnão tens de agradecer, simplesmente adoro o que escreves!