sábado, 5 de fevereiro de 2011

because of you

(...) Por ti, nunca deixei que o rasto de cada memória que me deixaste, fosse levado. Nunca deixei que os poemas que escrevi se rompessem junto da brisa e fossem arrastados pelas lágrimas que emergiam do meu olhar. Por ti, senti vivo o meu respirar, sabendo que não era altura de o parar. Por ti cantei, emergi do mar e saltei para junto de ti, agarrei a tua mão, e pedi-te que não fosses, prometi estar contigo para sempre.
E agora, sabendo que quebrei a única promessa que nos fez viver cada dia lado a lado, entendo que, de facto, te perdi. E chorar pelo meio.da-noite, com a porta entre-aberta esperando que entres, nunca será suficiente, talvez porque tu, a única pessoa que soube que desejava, não voltará.
E hoje, e por ti, tenho vergonha de saber que soube amar-te e te deixei ir, magoado e livre. Não quis, e por ti, amar-te ia na mágoa de aprender a viver sem ti.

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